• Ariane Angioletti

Doenças mentais: a epidemia silenciosa


'Nos últimos anos, as doenças mentais tiveram um aumento considerável. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o Brasil é considerado o país mais ansioso do mundo e o quinto mais depressivo. Mesmo assim, parte dessas pessoas não possuem assistência médica adequada. .

A depressão é o mal do século XXI. A ansiedade afeta 18,6 milhões de brasileiros. Os transtornos mentais são responsáveis por mais de um terço do número total de incapacidades nas Américas.' . Apesar dos dados postos e expostos, e que tendem a aumentar como sequela da pandemia pela covid-19 (não apenas naqueles que positivaram para a doença, mas para os que perderam amigos e familiares ou que tiveram suas vidas afetadas diretamente pela crise social e econômica causada pela mesma), a saúde mental ainda é um tabu social e entre os próprios profissionais da saúde. . Depressão e ansiedade, para citar as doenças mais comuns, quando não tratadas de maneira adequada, podem causar sintomas e doenças físicas. Sem contar com a possibilidade de lesões autoprovocadas e suicídio. . Existem diversas formas de abordagem, de tratamento e de acompanhamento, para cada doença mental. Para tanto, é preciso buscar orientação médica. Lembre-se: doenças são diagnosticadas por médicos. Terapeutas holísticos, atendimentos alternativos ou qualquer coisa do tipo, poderão lhe ajudar, caso você entenda que sim. Mas estes profissionais não realizam diagnóstico de saúde!!! . Aqui, temos outro problema grave. O atendimento na saúde primária não conta com psiquiatras e o atendimento terapêutico realizado por psicológicos tem uma longa fila de espera e um número de atendimento determinado. . No município que possui o CAPSI - Centro de atenção piscossocial - são poucas unidades e com a capacidade de atendimento limitadas, criando mais uma dificuldade, pois a "fila do CAPSI" pode ser mais lenta do que para os atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde. . Quando a pessoa consegue se organizar financeiramente para consultar um médico e/ou fazer terapia no atendimento de saúde completar (particular ou plano de saúde), enfrentará a dificuldade de acessar a medicação prescrita junto das Unidades Básicas de Saúde. . Para acessar as "medicações especiais" o rito é burocrático e demorado. Isto quando a medicação adequada é disponibilizada na relação dos medicamentos oferecidos pelo SUS. . No dia em que a saúde mental for encarada como uma epidemia, com números crescentes, podendo alcançar índices de pandemia, quem sabe... Que sabe! A sociedade, os governos e suas políticas públicas, bem como os próprios profissionais da saúde passem a olhar para os dados e para as pessoas que os compõe com maior responsabilidade. . Muitas outras doenças, afastamento do trabalho aposentadorias por invalidez e muitas perdas poderiam ser evitadas. . Quando encararmos esta questão de frente, com seriedade e responsabilidade, muitas vidas serão poupadas. Seja de uma existência triste, conflituosa e repleta de altos e baixos. Ou seja das pessoas que convivem ou cuidam daqueles que são acometidos por uma doença mental, pois sofrem todos os envolvidos: pacientes e "cuidadores".

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E lembre-se! Se você não conseguir atendimento, seja na rede pública ou complementar, se for necessário o fornecimento da medicação pelo SUS e o mesmo for negado, você pode procurar a defensoria pública ou um advogado de sua confiança.

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Para os Planos de Saúde, também vale abrir um requerimento junto à ANS (www.ans.gov.br). . Texto inicial é daqui: https://blog.conexasaude.com.br/saude-mental-no-brasil/ Vale a pena a leitura.

Criado por Ariane Angioletti. Todos os Direitos Reservados.

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