• Ariane Angioletti

Pets podem ser residentes nas ILPI?


Quem tem um animalzinho em casa sabe o quanto ele pode melhorar um dia ruim. A Terapia Assistida por Animais (TAA), popularmente conhecida como Pet Terapia, é um tratamento auxiliar para diversos tipos de doenças e comprovadamente desencadeadora de bem-estar, saúde emocional, física, social e cognitiva.


As instituições de idosos recebem pets para interagir com os residentes e os resultados positivos são evidenciados automaticamente. Um carinho na cabeça, um rabinho abanando, um cheirinho de focinho, a troca de olhares... a resposta é automática em todos.


Uma ideia bem interessante para quebrar a dureza trazida pela pandemia, em especial com relação ao distanciamento das famílias e da comunidade, é a instituição adotar um cão ou trazer um pet para o residencial como “lar temporário”. Assim, não será necessária a entrada e saídas de pessoas externas e o cão poder ser higienizado para não ser um vetor do vírus.


A primeira questão a ser considerada é a personalidade e o tamanho do pet. Geralmente falamos de cachorros na pet terapia, correto? Então ele precisa ser dócil, gostar de interagir com diversas pessoas (em especial as desconhecidas), ter facilidade para responder a comandos. Seu tamanho também precisa ser adequado! Nem tão pequeno que não seja visto ou que seja um obstáculo a estabilidade dos idosos, nem tão grande que possa derrubar um dos residentes. O pet deve estar castrado!


Para ter um pet numa instituição, é preciso considerar algumas questões – e que serão cobradas nas fiscalizações: vacinas vermífugo e antipulgas registrados na caderneta do cão. O banho deve ser ao menos semanal e a higiene com cão deve ser verificada diariamente.


Além disso, o pet pode circular apenas nas áreas destinadas ao convívio dos residentes: sala de estar e terapias, espaços externos da instituição e outros locais de lazer. Também é preciso ter barreiras físicas que deixem claro para a fiscalização de que o pet não tem acesso aos locais de manipulação de alimentos nem de refeição.


Atenção ao lugar onde o cão dorme, a limpeza dos espaços onde ele fará xixi e cocô e a higienização de seus potes de comida e água.


Tendo esses cuidados, a presença do animal é mais do que bem-vinda e benéfica não só para os residentes, mas também para os colaboradores.


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