• Ariane Angioletti

De todas as "letras" LGBTQI+, os trans e travestis são os que menos chegam na velhice


De todas as "letras" LGBTQI+, os trans e travestis são os que menos chegam na velhice. Eles não envelhecem porque são assassinados ainda no começo da vida adulta.

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Somos o país que mais mata trans e travestis no mundo, o que é uma ironia gigantes, já que vendemos a imagem de um povo alegre, liberto dos preconceitos, com sua sexualidade aflorada e bem resolvida. Só isso explicaria nosso carnaval. Mas enfim.

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Daqui do meu privilégio de mulher, cis, branca e hétero, uso o espaço que tenho, e sempre que posso, para trazer esses temas para aqueles que nem se tocam (e muitas vezes não é intencional, mas cultural) para repensar suas atitudes.

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Quando um trans ou travesti chega na velhice, ele chega carregando lutos de várias mortes pessoais: as pessoas que perdeu pelo caminho, a falta de acesso aos serviços públicos, a possibilidade de empregos formais, as relações familiares e mesmo a morte da possibilidade de ter sido quem deveria ser a vida inteira.

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A velhice de um trans carrega, ainda, o luto pelas oportunidades que nunca teve.

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Datas como estas buscam gerar espaços de discussão. E, aos meus queridos amigos Trans, (que são poucos e que me ensinam tanto e com a maior paciência da vida), sigo no objetivo de colaborar na construção de um mundo mais seguro para vocês e os que estão por vir.

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