• Ariane Angioletti

Assistente Social: a defesa na trincheira

Talvez você não saiba, mas hoje é dia dos assistentes sociais. Estes profissionais são conhecidos pela população que busca atendimento das políticas sociais, pelos advogados que aguardam os estudos sociais e por um ou outro que busca saber a respeito.

Quando comecei a trabalhar com a população idosa, passei a conviver com estes profissionais e, devo confessar, com bastante resistência. Hoje eu percebo que era um tanto de imaturidade com um pouco de inveja, afinal, aquelas pessoas sabiam muito mais de direito social do que eu.

Eu! A a-d-v-o-g-a-d-a!


A partir do momento que consegui deixar essa questão egoísta de lado, passei a enxergar estes profissionais como soldados de trincheira e a perceber quanto do nosso trabalho - de todos os profissionais envolvidos com os direitos sociais - fica na peneira do atendimento às necessidades sociais.


Muito do que sei hoje, muito do que percebi e percebo com relação às políticas públicas, ao atendimento das pessoas, das relações sociais e familiares e ao trabalho em busca da garantia da existência humana com dignidade, eu aprendi com esses profissionais.


Em cada reunião na presença deles, anotava cada sigla, cada lei, cada expressão que eles diziam. Em cada evento, eu devorava cada informação, cada movimento e perguntava, aliás, até hoje eu pergunto... encho os assistentes sociais de perguntas e aprendo mais e mais.


Como numa visão de deixou de ser turva, ao trabalhar com as Instituição para idosos, passei a perceber que estes profissionais não são necessários apenas nas trincheiras do serviço público. Eles são primordiais para a sociedade como um todo.


Lutam diariamente com a falta de entendimento social sobre seu papel, com a falta de recursos (de pessoal e de recursos), com o acúmulo de funções e com a vulnerabilidade humana.

O papel do assistente social perpassa pela defesa e consolidação da cidadania, trabalhando pela garantia dos direitos civis, sociais e políticos. Portanto, defendem a democracia, focando na participação social, com a extinção dos preconceitos e o respeito à diversidade.


São profissionais fundamentais para a justiça social e equidade.

Optei em não usar o gênero feminino neste texto, buscando a regra do português, mas sabemos que esta profissão é composta por mulheres em sua maioria.


Então, abro um parênteses para exaltar as mulheres que cumprem o papel da representação social, ao mesmo tempo que destaco os homens que tomaram a decisão de driblar o preconceito e aceitar o chamado da defesa dos direitos sociais.


Obrigada, por todo trabalho e ensinamento diário! Meu respeito, meu carinho e minha admiração! Oxalá possamos seguir trocando e trabalhando em conjunto.

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Criado por Ariane Angioletti. Todos os Direitos Reservados.

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